"Agora que Hayley Williams está chegando aos 21 anos e sua banda, o Paramore, já vendeu mais de um milhão de cópias do álbum Riot!, de 2007, o romance já não é mais seu principal dilema. Para Brand New Eyes, terceiro álbum de estúdio do Paramore, Hayley e o guitarrista Josh Farro também escreveram canções que falam sobre ambição, amizades arruinadas, desilusão da fama e tensões que ameaçaram separar a banda no ano passado. Na faixa “Looking Up” ela canta: “Não consigo acreditar que quase acabamos”.
Ao invés de implodir, o Paramore se esforçou ainda mais no novo álbum, buscando habilidades antigas e adquirindo novas. Fazendo uma retrospectiva, uma banda como o Paramore estava fadada a aparecer durante a ascensão do estilo emo em meados dos anos 2000. Emo era o mesmo que punk-pop super carregado, cantado em voz aguda por caras hiper-sensíveis que soavam como andróginos ou pré-adolescentes – combinação perfeita para fãs adolescentes com volatilidade hormonal. Mas, para conseguir o efeito da voz aguda, porque não colocar então uma mulher na linha de frente?
O Paramore não inventou versos que param e recomeçam, refrões para serem acompanhados aos gritos ou guitarras que soltam riffs em formações estratégicas – e muito menos sentimentos do gênero “mudar é bom”, como Williams insiste em dizer na faixa “Ignorance”. A banda, porém, exibe o que aprendeu com o No Doubt, Jimmy Eat World e U2 de maneira tão habilidosa como qualquer outra banda: fundindo vontade e detalhes."
Por: The New York Times
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